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Peixes, transcender no fim é preparar-se para o início

Foto: Pixabay

Após a jornada evolutiva vivenciada etapa por etapa, signo a signo, desde Áries até Aquário, nos adaptando e experienciando o mundo da matéria, chegamos ao 12° e último signo zodiacal. Peixes, o qual nos convida a desapegar do mundo material e a mergulhar no mundo dos sonhos.

Peixes com sua natureza mutável e aquática é a transcendência do ser.

A água de Peixes e sua mutabilidade são a receita para a formação da vida ainda sem forma e repleta de possibilidades do que pode vir a ser. É a vida inconsciente, profunda e rica de informações, porém inacessível propositalmente.

Assim como o mar agitado, incompreensível, de caráter perigoso e até mesmo traiçoeiro na superfície, o mundo inconsciente tem seus riscos e armadilhas se subjugado. Mas, quando penetrado com respeito, flexibilidade e atenção é capaz de proporcionar um universo rico de intuição e criatividade.

É a vida imitando a arte e a arte imitando a vida, cujo aprendizado é adquirido por meio dos sonhos, filmes, pinturas, música, peças teatrais…“Mais vale a imaginação que o conhecimento” segundo o pisciano Albert Einstein, que dispensa apresentações.

Sendo assim, Peixes deve buscar ir além das esferas da agitação da mente e penetrar o fundo de si mesmo sem utilizar-se de artifícios.

Regidos por Peixes, os negligenciados pés carregam todo o peso do corpo e nos possibilitam caminhar, deslocar, dançar, sair do chão. Ou manter-nos nele e, quando colocados para cima, todo o corpo se alivia. Ademais, neles estão os pontos vitais capazes de abrandar problemas existentes em todo organismo quando tocados sabiamente.

Além disso, este signo rege os animais domesticados de grande porte como cavalos e bovinos. Demonstrando sua grande capacidade de carregar cargas pesadas com docilidade e subserviência.

Assim é o signo de Peixes, o que tudo suporta e geralmente sem notar, com simplicidade e ausência de ego.

O que Peixes tem a aprender com o mundo?

A se conectar com a própria encarnação.

Por mais lindo que seja ser entregue ao lúdico e ao inconsciente coletivo, é preciso lembrar que habitamos um corpo físico o qual precisa de cuidados, tanto no âmbito interno quanto no meio ambiente em que vive. Sendo assim, Peixes precisa se lembrar da objetividade da vida como cuidados com a alimentação, a prática de atividade física, pagar contas, saber onde colocou as chaves de casa e assim por diante…

Em seu oposto complementar Virgem, o signo de Peixes encontra essa praticidade, a disciplina e o caminho para a construção de bons hábitos. Sendo Virgem o cuidado consciente e desperto, Peixes é a entrega ao sonho e à fuga de si mesmo pois, para se ter saúde é preciso ter equilíbrio entre a atenção e o descanso.

É interessante observar o último eixo zodiacal formado por esses dóceis signos. Enquanto Peixes é regido por Júpiter, o grande planeta da fé, abundância e conexão com o supremo, Virgem é regido pelo pequeno e veloz Mercúrio, rápido e preciso como o raciocínio, cuja comunicação é clara e objetiva. Juntos eles compõem o eixo da cura, sendo Peixes a inspiração e captação do celestial e Virgem a codificação/tradução e organização das ideias, possibilitando, assim, reconhecer as mensagens do céu.

Outro ponto de atenção referente à essa falta de praticidade de Peixes é a possibilidade de ser prolixo, confuso e eloquente, indo e voltando em seus pensamentos, parecendo que percorreu um mundo mas na verdade não saiu do lugar. Além do mais, os vícios e escapismos devem ser vigiados continuamente uma vez que seu mundo consiste no campo do inexplicável.

Sendo assim, as águas piscianas são desafiadas a estabelecerem limites e encontrarem as bordas de si mesmas por meio da terra virginiana.

Os piscianos têm a dificuldade de identificar o que é próprio de si e o que não é por estarem sempre se fundindo com o outro e com o todo.

Outra questão é a exaltação do planeta Vênus, do amor e da beleza, neste signo, criando armadilhas da sedutora ilusão, abafando a realidade e alucinando por meio do prazer e embriagando como o canto de uma sereia numa viagem autodestrutiva.

O que Peixes tem a oferecer ao mundo?

A vivência espiritual plena.

Peixes é a entrega à espiritualidade e a experiência da essência para além do mundo físico.

Em Peixes a saúde é contemplada no campo metafísico, intangível e incalculável. É a idealização da comunhão do anímico com tudo o que existe. Sem fronteiras entre o que está dentro e o que está fora, o conhecido e o inexplorado ou mesmo o tempo e o espaço. Como dito pela Monja Zen-Busdita Coen, somos como as ondas do mar. Cada onda é única e uma influencia na formação da outra, mas, no fim, todas são água salgada e fazem parte do mar.

No ciclo da vida, estamos indo e voltando, buscando luz no oposto e nos preparando para a próxima etapa pois, a evolução não é linear. Ela é espiral por onde traçamos as etapas ciclicamente mas em uma 8ª maior e cada repassagem, feito uma canção que se expande à medida que evolui mas mantém-se a mesma.

E este é o grande ensinamento do signo que já passou por todos os outros: o fim não existe, o final na verdade é a preparação para um novo começo.

Como deduzido pelo químico virginiano Antoine Lavoisier dentro da lei da conservação da matéria, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

Peixes é a água veículo da vida, maleável, instável e flexível. Na exaltação evoluída de Vênus é o amor universal, o servir humilde e trabalho abnegado.

Talvez esse seja o propósito de toda a trajetória da vida e os desafios em permanecer vivo; o grande ápice de evoluir e transcender a matéria pois, independente do signo solar em que se nasça, todos os caminhos levam a Peixes.

E assim encerramos nossa série sobre os 12 signos zodiacais. Onde foram contempladas as características principais de cada uma dessas incríveis constelações em parceria com os planetas que as regem. Aproveito a oportunidade para propor a reflexão sobre a grande lição do céu para a humanidade, além do respeito e empatia:

Ame a si, ao semelhante e a todos e faça-o incondicionalmente!

Por Erika Roldão
@astraldosplanetas

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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