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Queda de cabelo x alimentação

Foto: Freepik

A queda de cabelo é uma das queixas mais comuns entre as mulheres e pode ter uma relação com a ingestão alimentar! A saúde do cabelo é afetada nas deficiências nutricionais. A má alimentação influencia no crescimento dos pelos, na estrutura da haste e até na cor. Uma alimentação deficiente em nutrientes, principalmente proteínas, pode contribuir para um cabelo mais fraco, já que as proteínas equivalem a 97% da composição da fibra. A deficiência de alguns minerais e vitaminas também prejudica o crescimento e desenvolvimento dos fios.

Como muitas vezes a queda de cabelo está associada a um quadro de quebra, é importante ficar atenta aos dois fatores na hora de montar uma dieta que colabore para o fortalecimento e o crescimento dos fios. Alguns alimentos que são fontes desses nutrientes são estratégicos para manter a fibra capilar resistente e sedosa. Se seu cabelo cai muito ou está quebradiço e sem vida, confira alguns nutrientes que podem estar em falta na sua alimentação e em quais alimentos você pode encontrá-los:

Ferro: Feijões, carnes, vegetais verdes escuros, gema de ovo, beterraba.

Zinco: Sementes como as de abóbora e girassol, oleaginosas (castanhas), ovos, leite e derivados, feijões, frutos do mar.

Silício: aveia, arroz integral, sementes, feijão, banana e morango.

Vitamina A: ovos, tomate, cenoura, manga, espinafre, batata doce.

Biotina: ovos, carne vermelha, salmão, castanhas, cereais integrais.

Cisteína/ cistina: proteínas em geral (carnes e peixes, ovos, leite e derivados e leguminosas – feijão, ervilha, soja e lentilha)

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Além de incluir esses alimentos na rotina, também é necessário evitar algumas práticas que podem enfraquecer o cabelo. Beber pouca água no dia a dia, por exemplo, é um erro comum. A água é importante em qualquer dieta. Dar ao seu corpo a hidratação necessária regularmente não apenas vai melhorar o teor de umidade de seus cabelos como também a aparência do couro cabeludo.

O ideal é buscar o real problema por trás das quedas de cabelo antes de sair comprando suplementos que estão no mercado, muitos se apresentando em forma de “balinhas” cheias de açúcar e corantes! Em alguns casos, os nutricionistas e nutrólogos podem recomendar o consumo de suplementos eficazes para complementar a dieta e aprimorar a saúde e a aparência dos cabelos, de acordo com a necessidade. É interessante usar biotina, vitamina E, vitamina C, ferro, silício orgânico, aminoácidos essenciais e o próprio colágeno. No entanto, isso precisa ser avaliado e prescrito por profissionais capacitados.

Algumas vezes a queda de cabelo está associada a alguma doença e não somente à deficiência de nutrientes, sendo assim, buscar ajuda de um médico dermatologista é fundamental. De acordo com a sociedade brasileira de dermatologia, existem três principais doenças relacionadas à queda de cabelo, as quais citarei abaixo. É importante você saber identificar qual é o tipo da sua queda de cabelo para compreender quais são os cuidados alimentares que podem te auxiliar juntamente com o tratamento dermatológico.

Alopécia androgenética

Alopecia androgenética, ou calvície, é uma forma de queda de cabelos genética. Homens e mulheres podem ser acometidos. A doença se desenvolve desde a adolescência, e faz com que, em cada ciclo do cabelo, os fios venham progressivamente mais finos. Os cabelos ficam ralos e, com o tempo, o couro cabeludo mais aberto. Normalmente, apesar de se iniciar na adolescência, só é aparente após algum tempo, por volta dos 40 ou 50 anos. É necessário fazer um tratamento junto ao dermatologista sendo que o objetivo é estacionar o processo e recuperar parte da perda.

Como a alimentação pode auxiliar junto ao tratamento médico? Através do consumo adequado de proteína, micronutrientes e omega-3. O uso de alguns suplementos também pode ser bem-vindo: chá verde, cereja-africana, urtiga, ginseng e óleo de semente de abóbora.

Eflúvio telógeno

É uma condição que se caracteriza pelo aumento da queda diária de fios de cabelo. Seu aumento é visto principalmente naquele bolo que cai no chuveiro ou fica na escova quando penteamos. Sua causa está associada a algum evento que aconteceu três meses antes do início da queda. Esses eventos, ou gatilhos, convertem um percentual maior de fios para a fase de queda. Sendo assim, ao invés de termos 100-120 fios caindo diariamente, temos 200-300 fios, dependendo da pessoa e da causa do eflúvio. Os eventos mais associados à queda são: pós-parto, febre, infecção aguda, sinusite, pneumonia, gripe, dietas muito restritivas, doenças metabólicas ou infecciosas, cirurgias, especialmente a bariátrica, por conta da perda de sangue e do estresse metabólico, além do estresse. Algumas medicações também podem desencadear o problema.

No caso do eflúvio telógeno crônico a fase na qual os fios caem muito se assemelha à versão aguda. Porém, em longo prazo, é diferente. Há ciclos de aumento dos fios na fase de queda, de forma cíclica, uma ou duas vezes por ano, ou a cada dois anos, dependendo do paciente. Conforme o tempo passa, o paciente fica com o cabelo mais volumoso na base e menos volumoso no comprimento.

O eflúvio tem uma duração predeterminada de dois a quatro meses, caso não haja outra doença associada. E, de um dia para o outro, há uma aparente melhora. Na teoria, não seria preciso tratamento. Porém é preciso descobrir algum fator que possa estar associado à queda, principalmente na área alimentar, seja por uma deficiência de ferro ou vitaminas, ou em razão de dietas restritivas ou hiperproteicas, as quais temos visto mais pessoas aderindo a cada dia.

Neste caso a alimentação não somente auxilia na melhora, como também pode tratar por completo a doença. Vale ressaltar a importância do acompanhamento interdisciplinar, consultando um nutricionista para ajustar a dieta, modular a inflamação, reduzir os níveis de cortisol e avaliar se possui existência de doença celíaca ou deficiência de micro e macronutrientes. Deve-se incluir na dieta alimentos fonte de ferro, zinco, selênio, vitamina E e quercetina. O uso de alguns suplementos geralmente é indicado.

Alopécia areata

Alopecia areata é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo. Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética, componentes autoimunes e estresse emocional. Os fios começam a cair resultando mais frequentemente em falhas circulares sem pelos ou cabelos. O cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo que haja perda total. Isto ocorre porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos pela inflamação. Entretanto, novos surtos podem ocorrer. Cada caso é único. O tratamento é feito junto ao dermatologista e visa controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas surjam.

Como a alimentação pode auxiliar junto ao tratamento médico? Através de uma dieta balanceada, com nutrientes imunomoduladores e controle do estresse. O uso de alguns suplementos pode auxiliar, são eles: glutamina, arginina, probióticos, ômega-3 e zinco.

Por Sara Morandi
@saramorandi

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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