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Grandes Mulheres Brasileiras – Maria Quitéria

  • por em 10 de março de 2021
Maria Quitéria

Nesse mês das mulheres vamos postar a historia de grandes inspirações brasileiras para nos motivar nos dias atuais. Hoje vamos falar de Maria Quitéria e Chiquinha Gonzaga.

Maria Quitéria (1792-1853) – Militar

Maria Quitéria nasceu numa fazenda perto de Feira de Santana (BA) e aos 10 anos perdeu a mãe. Quando começou o processo de independência do Brasil foram convocados todos os homens em idade de lutar.

Tendo apenas filhas, o pai de Maria Quitéria não gostou quando a filha lhe pediu que autorizasse para se juntar ao regimento do Príncipe-Regente.

Diante da proibição paterna, foge de casa e vai para residência da sua meia-irmã que lhe ajuda a se transformar no soldado Medeiros.

Destaca-se no manejo de armas e se torna respeitada, mas o pai acaba descobrindo seu disfarce. Diante da intervenção do major do Batalhão dos Voluntários do Príncipe, ele concede sua permissão para que ela permaneça ali.

Com isto, se torna na primeira mulher a integrar as forças regulares no Brasil. Maria Quitéria participa de várias batalhas contra as tropas portuguesas que não aceitavam a independência do Brasil.

Maria Quitéria foi condecorada com a Ordem Imperial do Cruzeiro, pelo Imperador Dom Pedro I. Casa-se com um antigo namorado e tem uma filha. Faleceu em Salvador e se encontra sepultada nesta cidade.

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) – Compositora, pianista e maestrina

Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida como Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro e era neta de escravos. Seu pai a casou quando tinha 16 anos, mas ela se revoltou contra o maltrato do marido e o abandonou.

Pianista autodidata, passa a compor obras e chama atenção dos produtores da época. Em 1884, estreia a opereta “A Corte na Roça”, sob sua regência e isso a tornou a primeira maestrina brasileira.

Do mesmo modo, se engaja na luta contra a escravidão, os direitos autorais e femininos. Recusa a publicar suas partituras sob pseudônimo masculino e escandalizava a sociedade com sua vida amorosa chocante para os padrões da época.

Chiquinha Gonzaga soube dar um toque brasileiro aos ritmos europeus que se escutavam e dançavam como a valsa, a polca e a mazurca.

Será precursora das marchinhas de carnaval com os temas “Lua Branca” e “Ó, Abre-Alas” até hoje presença obrigatória no repertório carnavalesco.

Deixou mais de duas mil composições e dentre as quais se destacam “O Corta-Jaca”, “Atraente”, além das já citadas.

O dia do seu nascimento,17 de outubro, foi declarado Dia Nacional da Música Popular Brasileira em 2012.

Texto: https://www.todamateria.com.br/mulheres-que-fizeram-a-historia-do-brasil/

Leia também:

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Grandes Mulheres Brasileiras – Anita Garibaldi

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Inspiração

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Max Gil Costa

Ola, os links para Grandes Mulheres Brasileiras – Índia Paraguaçu e Grandes Mulheres Brasileiras – Anita Garibaldi estao quebrados (apontados para links de edicao e nao para a URL da pagina). Parabens pelo texto!