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Relacionamento depois dos filhos

Relacionamento depois dos filhos

Foto: iStock

Nada melhor do que falar de relacionamento na véspera do Dia dos Namorados. Pode parecer clichê, mas quando o tema envolve o resgate do casamento depois dos filhos, o assunto chama a atenção de pessoas que assim como eu buscam a fórmula mágica para trazer de volta a intimidade perdida em meio a fraldas e noites mal dormidas.

A verdade é que nos primeiros meses, para a grande maioria dos casais, a relação inevitavelmente fica em segundo plano, pois a chegada de um filho faz com que precisemos lidar com muitas mudanças ao mesmo tempo.

Para o homem é difícil entender a nova dinâmica, a carga de estresse, cansaço e responsabilidade atribuída à mulher. Pela legislação brasileira, enquanto eles têm direito a cinco dias de licença maternidade, nós ficamos em casa por quatro meses cuidado do bebê.

Um cuidado que deveria ser integral, mas que dividimos com mil e uma outras tarefas que sobram para quem tem pouca ou nenhuma rede de apoio. Ao final do dia, não tem libido que resista às ininterruptas horas trabalhadas dentro de casa.

A gestação é o momento em que a mulher se prepara aos poucos para receber o bebê e dividir com o parceiro suas dúvidas, medos e anseios. É fundamental para ele ter um maior entendimento do que está por vir. Sem diálogo e resiliência para entender que este momento é só uma fase, há um grande risco de se formar um abismo na relação.

Partilhar os sentimentos

Por isso é importante partilhar os sentimentos e principalmente as tarefas da casa e os cuidados com o bebê. O intuito não é apenas tornar o maternar mais leve, mas dividir as funções para trazer mais unidade na relação. Assim, tudo flui melhor e aos poucos os momentos à dois voltam a fazer parte da vida.

Um estudo realizado pelo Relashionship Research Institute, em Seatle, nos EUA, revelou que 25% dos casamentos terminam nos primeiros três anos do nascimento do bebê.

Isso acontece porque, na prática, nem todos os casais estão verdadeiramente preparados para enfrentar mudanças tão marcantes na vida. Cultivar pequenos momentos da relação enquanto o filho dá uma trégua, como assistir um filme juntos, namorar, falar de outros assuntos que não a maternidade e paternidade, fazer planos que envolvam o casal e a família; fortalecem a cumplicidade e mostram de que o casamento pode sim resistir aos filhos.

Não existe segredo, existe empatia de ambas as partes e principalmente, vontade de fazer dar certo.

Por Ana Vitória Lopes
@analopesjornalista

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Maternidade