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Caso Henry: Golias venceu Davi?

Caso Henry

Foto: Jeff Jacobs - Pixabay

No caso de Henry, o gigante se sentia acima da justiça. Inculpável pelo mal e ameaçador dos que estavam à sua volta. E se pensarmos na cega justiça humana, provavelmente ele estaria certo.

A épica história bíblica do menino que venceu o gigante com uma pedrada, nos traz um sentimento de alegria, de vitória do bem sobre o mal, de justiça divina.

E quando o gigante vence? E quando a criança é massacrada até a morte?

Como não ficar revoltado, entristecido, chocado com a noticia da morte dessa criança?

No caso de Davi, ele escolheu lutar contra o gigante, ele escolheu as armas para se defender…

Mas Henry não. Aquele menino não teve escolha nenhuma, não teve nenhum amparo. A própria mãe estava do lado do gigante.

A maternidade gera em nós sentimentos profundos de proteção e cuidado com as crianças. Sejam as nossas, sejam as outras.

Passamos a compreender melhor a fragilidade da infância. A criança não é um adulto pequeno, não é um ser humano inferior. Ela é uma pessoa em formação que precisa de orientação, cuidados e muito afeto.

Quando o amor natural de mãe, não gera em nós o desejo de conseguir realizar essa missão de orientar, cuidar e dar o afeto, essa criança corre grande risco. No caso da paternidade, ocorre o mesmo.

E quando alguém, que não seja o pai ou a mãe, deseja se responsabilizar por uma criança, a mesma missão lhe é entregue.

Ter esse sentimento de cuidado em nós e reconhecê-lo no outro, de qualquer classe social, é tão natural, que chega a ser visceral. Pois isso é necessário para a sobrevivência da espécie.

Quando vemos algo totalmente fora disso, como ocorreu na vida do Henry, ficamos consternados, entristecidos.

No caso de Henry, o gigante se sentia acima da justiça. Inculpável pelo mal e ameaçador dos que estavam à sua volta. E se pensarmos na cega justiça humana, provavelmente ele estaria certo.

Mas há uma justiça acima da nossa. Que vê no escuro, que ouve sussurros, ouve gritos abafados por outros sons. Que discerne a intenção do coração. E que não permite que o mal prevaleça para sempre.

Até os mais incrédulos sabem: “aqui se faz, aqui se paga.” Em algum momento a conta pelo mal chega. Pois, “Os olhos de Deus estão em toda parte.” Pv 15:3. E “Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor”. Rm 12:19. Não precisamos achar que estamos jogados à própria sorte.

Para além daqui, onde os nossos olhos não veem, nem temos noção de como realmente é. Na eternidade. Para onde vão nossas almas, que são imortais como seu Criador. É lá onde Henry está, nos braços de seu Pai Eterno.

“Deixai vir a mim as criancinhas pois é delas o Reino dos Céus.” Mt 19:14, foi o que Jesus disse, mostrando seu amor pelos pequenos.

Precisamos estar atentos às nossas crianças. Para ajuda-las quando pedem socorro. E mais, para percebemos quando precisam de ajuda e não sabem ou não podem pedir.

Tristeza, medo, comportamento defensivo ou agressivo, podem ser pedidos de ajuda silenciosos.

A chave da vida está em nós. Criamos a vida, quando geramos filhos. Mas não basta apenas colocar uma criança no mundo. É preciso amar, cuidar, ajudando-a a crescer e se renovar, até que esse serzinho seja capaz de caminhar sozinho e, na sua jornada, gerar outros de nós.

A infância é sagrada e precisamos zelar por ela!

Dra Fernanda Santos
@drafernanda.santos

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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