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Autoestima e adolescência

Foto de Daria Sannikova no Pexels

Autoestima é um assunto que vira e mexe está em voga, não é mesmo? Muito se fala sobre o tema pensando em mulheres e homens na fase adulta, sendo que ela merece atenção especial e deve ser trabalhada na vida dos adolescentes.

Período marcado por inúmeras transformações físicas, emocionais e psicológicas, a transição da infância para a juventude tende a ser uma fase de vulnerabilidade e que acaba fazendo com que a autoestima sofra um impacto muito mais negativo do que positivo. A ligação paterna é substituída por novas referências e, muitas vezes, os jovens acreditam não se enquadrar em determinados padrões.

Não é brincadeira. A autoestima afeta relacionamentos, decisões e até o desempenho escolar. Quando ela está baixa, pode levar quadros depressivos, transtornos de imagem, alimentares e até ao uso de drogas.

Adolescentes com autoestima elevada sentem-se amados, motivados, otimistas com relação ao futuro, reconhecem quais são seus pontos fortes e fracos, conseguem aceitar críticas sem se ofender, demonstram empatia e mantêm relações saudáveis com as pessoas que estão ao seu redor.

Aqueles que estão sofrendo com baixa autoestima sempre se enxergam piores que os outros, desvalorizados, inseguros, medrosos, temerosos e não conseguem cumprir com ordens e responsabilidades. O sentimento de inferioridade acaba fazendo com que, para se sentirem aceitos, eles mintam, enganem ou aumentem determinados fatos.

Parece bobagem, mas não é. A autovalorização é fundamental para que no futuro seja construído um adulto seguro.

Quer ajudar seu jovem? Evite fazer comparações. Ouça o que seu filho tem a dizer. Não ache que determinadas atitudes sejam drama ou vontade de chamar atenção.

Demonstre afeto, empatia e orgulho. Trabalhe em cima de responsabilidades e confiança.

Por Dra Jaqueline Bifano
@dra.jaquelinebifano

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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