Mundo Ela

Barriguinha de gravidez? Você pode ter diástase abdominal

diástase abdominal

Foto: IStock

É muito comum mulheres se queixarem de uma “barriguinha” após gestação e por ser tão frequente a diástase abdominal ficou conhecida como barriga de gravidez.

Mas, muitas relacionam o abdômen mais distendido com gordura localizada ou sobrepeso, principalmente quando o parto foi a menos de um ano.

Porém, o que constantemente podemos observar é a alta prevalência de uma disfunção muscular ocasionada pelo crescimento da barriga na gravidez.

Juntamente com o que ocorre, é preciso saber um pouco sobre o músculo que cobre o abdômen, chamado de reto abdominal, ou seja, aquele que malhamos almejando o tão sonhado “tanquinho.”

Sendo assim, esse músculo, possui uma inserção vertical que o divide ao meio. Essa “linha divisória” é mais frágil que a musculatura em si.

Por outro lado, quando não estamos grávidas essa divisão permanece unida, porém durante a gestação, por causa do crescimento do útero e um aumento considerável da barriga, é normal que essa linha se distenda, afaste-se uma da outra, como uma cortina que se abre.

Nesse sentido, chamamos esse afastamento das duas partes do músculo de diástase abdominal.

Mas o que a diástase pode interferir no meu corpo?

Como exemplo da cortina citado acima, o músculo quando “fechado” serve como estabilizador da postura, contendo nossos órgãos da pelve e desempenha papel fundamental em vários movimentos que fazemos com o tronco.

No entanto, quando há a diástase ele fica fraco, perde força de contração e pode ocasionar outras disfunções.

Tais como, hérnias abdominais, dores na coluna lombar, má postura. Também pode estar associado a incontinência urinária por esforço e até mesmo desestímulo na vida sexual.

Além disso, esteticamente, aparenta uma barriga “solta”, “desleixada” e pode dar a percepção de gordura localizada naquela região.

Portanto, antes de pensarmos em padrões estéticos, como gordura e flacidez de pele é necessário avaliar o tamanho da diástase, e principalmente se ela está causando algum problema de funcionalidade nessa mulher.

Atualmente, estudos recentes apontam a fisioterapia pélvica como padrão de primeira linha no tratamento da diástase, ou seja, o que nos proporciona melhores resultados.

De acordo com o isso, o tratamento baseia-se no fortalecimento principalmente da musculatura interna estabilizadora da pelve e coluna.

Bem como, a conscientização da mulher de como executar as atividades diárias corretamente.

Em suma, os recursos são muitos e o tratamento é planejado de forma totalmente individualizada, com grandes possibilidades de recuperação se houver boa adesão ao que foi proposto.

Dessa forma, mesmo com grande sucesso no tratamento conservador, alguns casos serão indicativos de cirurgia.

É necessário, avaliar junto ao cirurgião plástico, os casos mais graves, que não tiveram êxito com a fisioterapia.

Enfim, é relevante saber que a diástase abdominal vai muito além de um incômodo estético.

 Frequentemente, pode afetar sua saúde em vários aspectos, por isso, devemos procurar tratar o quanto antes pois, o quadro pode se agravar com o passar do tempo e dificultar a boa evolução do tratamento.

Por Karina Barros
@karinafbarrosfisio

Leia também:

BH reabre cadastro para vacinação contra a Covid-19

Lunação em Touro

Por que investir em Marketing Digital?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Saúde e Cuidados

All Comments