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Bullying na adolescência

Foto: Pexels

É de conhecimento de todos que o bullying existe, é coisa séria e uma realidade muito próxima de crianças e adolescentes.

Uma pesquisa realizada pela Microsoft e divulgada no início deste ano revelou que 43% das pessoas entrevistas no Brasil estiveram envolvidas em um incidente de bullying. Os entrevistados da geração Z e Millenials foram os mais afetados, com 48% e 42% respectivamente.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, que foi divulgada no último dia 10, revelou, no ano do estudo, que um em cada cinco estudantes (21,4%) de 13 a 17 anos afirmou ter sentido que a vida não valia a pena ser vivida nos 30 dias anteriores à análise. No mesmo período, quase um quarto (23%) disse ter sofrido bullying de colegas.

Esse tipo de comportamento ocorre repetidas vezes e tem como intuito provocar danos de forma intencional através de violência direta, com agressões físicas e verbais explícitas, indireta, quando alguém é excluído intencionalmente de determinado grupo ou em formato online, conhecido como cyberbullying.

As consequências emocionais para tais atitudes são muitas, tanto para a vítima, para o agressor e para quem assiste ao bullying calado.

Por isso é tão importante identificar se o adolescente se enquadra em um desses perfis.

No caso da vítima, os primeiros sinais de sofrimento causado pelo bullying são insônia, isolamento social, ansiedade, medo e até mesmo comportamentos depressivos. Isso, a longo prazo, pode gerar dificuldades de relacionamento, um sofrimento tão grande a ponto de ser acompanhado de pensamentos suicidas.

O agressor provavelmente terá comportamentos indisciplinados ou violentos com pessoas com as quais não está cometendo o bullying, como pais, professores e familiares. Um dos efeitos dessa atitude vai refletir na dificuldade em se relacionar com outras pessoas, e pode, futuramente, gerar uma predisposição para infrações.

Aos que assistem calados ao bullying, é possível que também tenham problemas futuros no que diz respeito a relacionamentos, por não conseguirem se posicionar ao verem injustiças sendo cometidas.

Vale ressaltar que o acompanhamento psicológico e psíquico se faz necessário para o adolescente, seja qual for o papel que ele representa no bullying. É a partir daí que esse tipo de comportamento pode ser mudado.

Por Dra Jaqueline Bifano
@dra.jaquelinebifano

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Saúde e Cuidados
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