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Com a chegada das vacinas da Pfizer cidades de Minas ampliam a imunização de grávidas e puérperas

Minas amplia a imunização de grávidas com a vacina Pfizer

Foto: Wirestock Freepik

A vacinação de grávidas e puérperas com comorbidades foi ampliada em diversas cidades do estado, após a chegada das vacinas da Pfizer que podem ser aplicadas nessa classe. Além da capital mineira, outras 47 cidades passaram a receber doses do imunizante.

Das 226.980 doses da Pfizer recebidas pelo estado até a 20ª remessa, 64.350 delas já foram distribuídas para essas cidades no último dia 24. Nesta quarta-feira (26), Minas recebeu a 21ª remessa com 60.840 doses, sendo a 4 ª das Vacinas Pfizer, totalizando 291.330 doses.

Com o início da distribuição desta vacina em outras cidades, não apenas na capital, as grávidas e puérperas aumentaram as expectativas de serem vacinadas, já que a vacinação com a AstraZeneca foi suspensa pelo Ministério da Saúde, no dia 10 deste mês , após orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está investigando um evento adverso, de uma grávida que sofreu acidente vascular cerebral, após ser imunizada. A agência destaca “evento adverso” e não “efeito adverso”, pois ainda não foi provado que a vacina tem relação com o fato.

Em Contagem, por exemplo, na região metropolitana, voltou a imunizar as grávidas com a chegada da nova remessa. Sete Lagoas, localizada na região central há 70km de Belo Horizonte, também voltou a imunizar as grávidas e puérperas, e com a chegada da 21ª remessa, a cidade divulgou um novo cronograma que acontece nesta quinta-feira (27). Montes Claros, na região norte do estado, segue no mesmo ritmo.

Os municípios estão vacinando, com a Pfizer, apenas as mulheres com comorbidade, atendendo recomendação do Ministério da Saúde, que ainda não foi autorizado pela Anvisa a recomendar a vacinação de mulheres saudáveis.

Nesta terça-feira (25), as empresas Pfizer e BioNTech, anunciaram o início dos testes do imunizante em gestantes saudáveis que tenham 18 anos ou mais. Serão avaliados a segurança para a gestante, bebê e a transferência de anticorpos da mãe para o filho. A criança será monitorada por 6 meses após o nascimento.

Os testes serão feitos em 200 mulheres de quatro centros de pesquisa do país. São eles: a Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em Belo Horizonte; CEMEC (Centro Multidisciplinar de Estudos Clínicos), em São Bernardo do Campo (SP); o CMPC Pesquisa Clínica, Sorocaba (SP) e o hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS).

É importante ressaltar que a vacina da Pfizer foi a primeira a conseguir o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já a Coronavac que também pode ser aplicada em gestantes e puérperas, não está sendo usada neste grupo prioritário, uma vez que está faltando imunizantes para aplicação da segunda dose em idosos.

Por Carol Canabrava
@carolcanabrava


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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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