Mundo Ela

Dor na relação sexual não é normal

Foto: Alex Green no Pexels

Muitas mulheres sentem dor na relação sexual e não procuram ajuda, portanto passam uma grande parte da vida com privações e medo.

Pense numa situação que você não tolera colocar um absorvente interno, não aguenta de tanta dor em um exame ginecológico, nem pensar então em uma relação sexual.

Pode ser mais comum que imaginamos e muitas vezes está relacionada com uma disfunção sexual chamada vaginismo.

Vaginismo é a dificuldade persistente e recorrente que a mulher tem de permitir a penetração vaginal. Bem como de um absorvente interno, um dedo ou mesmo de um pênis.

Essa dificuldade existe mesmo quando a mulher quer e deseja essa penetração como por exemplo na relação sexual consentida.

A mulher com vaginismo vive um ciclo de dor, pois o vaginismo causa uma contração involuntária dos músculos ao redor da vagina causando dor.

Quando a mulher faz a tentativa de penetração o medo faz com que a mente dispare um comando para se defender da dor e é nessa hora que a mulher se contrai inteira, inclusive os músculos da vagina, e aí de fato ela sente muita dor.

Então forma-se o ciclo: DOR > MEDO > CONTRAÇÃO MUSCULAR > DOR assim por diante.

Portanto, a mente reforça que a penetração é dolorosa e dificilmente a mulher vai conseguir sair desse ciclo vicioso sozinha. Dessa forma o vaginismo se torna causador de muito sofrimento ao longo da vida.

Sendo assim, muitas mulheres escondem por anos essa condição. Observa-se que mulheres mais retraídas, com histórias de vida rodeadas de tabus podem contribuir para o aparecimento do vaginismo.

O importante é procurar ajuda! Dor na relação sexual pode ser tratada e tem cura.

Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

Como tem causas de fundo emocional, geralmente o acompanhamento do psicólogo é de fundamental importância.

A fisioterapia pélvica contribui muito para o relaxamento da musculatura da vagina e do corpo em geral. Porque muitas vezes encontramos pontos de tensão em vários músculos.

Ajudamos também no autoconhecimento dessa mulher que sofre com o vaginismo, fator importantíssimo para o sucesso do tratamento.

Da mesma forma fazemos com que ela se reconheça, identifique seus pontos de prazer e relaxamento. Pois conhecer nosso próprio corpo nos liberta dos medos.

Dessa forma vocês podem perceber que o tratamento na maioria das vezes é multidisciplinar. O médico ginecologista, a fisioterapia pélvica e psicoterapia formam uma equipe perfeita para livrar a mulher desse terrível ciclo de dor.

Portanto se você sofre com esses sintomas ou conhece alguém que passa por eles procure e incentive a busca por profissionais de saúde especializados.

Não ache que a dor e o sofrimento são sentimentos comuns ou normais, porque não são! Então, busque ajuda e seja feliz!

Mulher que se ama, se cuida!

Por Karina Barros
@karinafbarrosfisio

Leia também:

Mas quanto Juliette ganha?

Janones sofre ataques por lamentar 500 mil mortes no País

Como comprar vinho? Leia e descubra!


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Saúde e Cuidados
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments