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Mídias sociais – Um mundo de felicidade inexistente e irreal

Foto: Pixabay

O número de usuários de redes sociais tem crescido assustadoramente nos últimos anos. Segundo os últimos dados do Facebook, são 2,98 bilhões de pessoas ativas em todo o mundo. O Youtube conta com 2,29 bilhões, já o Instagram possui 1,22 bilhões, sendo que 500 milhões acessam a plataforma diariamente.

Porém, o que deveria ser usado apenas de forma positiva, trazendo informação, conteúdo e diversão, pode se tornar um ambiente tóxico, trazendo prejuízos, principalmente para adolescentes.

Além do tratamento ofensivo de algumas mensagens discriminatórias, seja com relação à cor, raça ou aparência física, a rede social é o local onde a grande maioria das pessoas mostra usufruir de uma vida perfeita, com viagens para locais incríveis, fotos produzidas em que influencers possuem as melhores roupas, uma pele perfeita e o corpo dos sonhos, além de muita diversão, luxo e tecnologia.

Um mundo de felicidade inexistente e irreal, que pode gerar gatilhos sérios à saúde mental.

Se o jovem tem contato exagerado com essa falsa positividade, ele se torna cada vez mais ansioso tentando conquistar o status que ele entende existir nas redes.

O resultado disso é o aumento dos casos de depressão, suicídio, transtornos alimentares ou de agressividade, além de falta de atenção, dificuldade de memorização e desmotivação.

Em meu consultório, esse tipo de reclamação é cada vez mais frequente.

Apesar de buscarem sempre o novo, também são mais sensíveis e tem menos controle em entender o que é bom ou não.

Isso acontece porque o cérebro dos adolescentes ainda não está totalmente formado. Por isso são vítimas tão fáceis de serem exploradas.

Mas a vida vai muito além de posts e likes e, em grande parte do tempo, todos nós passamos por alegrias, tristezas, conquistas, frustrações, medos e decepções. Isso é normal e está tudo bem!

Dessa forma, vale aos pais e responsáveis, colocarem limite com relação ao tempo em frente às telas, monitorando também o conteúdo que está sendo acessado, além de incentivá-los à prática de exercícios físicos e outras atividades que não envolvam tecnologias.

Os próprios adultos também devem fazer uso saudável dessas redes sociais pensando nos filhos.

E, é claro, ao identificar algum dos sinais acima, não hesite em procurar ajuda médica. Uma vez que com saúde mental não se brinca.

Por Dra Jaqueline Bifano
@dra.jaquelinebifano

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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