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Procedimentos Estéticos | Se… Quando… Qual… Faço ou não faço?

Envelhecimento e procedimentos estéticos

Foto: iStock

Os procedimentos estéticos nos abrem duas possibilidades: suavizar os sinais do envelhecimento e transformar ou a modificar alguma parte do corpo ou do rosto que nos incomoda

Será que eu faço um procedimento estético? Será que isso vai ser bom pra mim? Será…???? Se eu fizer e não gostar? Se eu fizer e viciar? (Muito provável…) E se der errado? Essas são as dúvidas mais comuns. E realmente devemos pensar bem antes de começar ou continuar a fazer procedimentos estéticos.

Os procedimentos estéticos visam “melhorar” o rosto e corpo. Na verdade, melhorar é um termo maldoso para uma parte do corpo ou do rosto que, apenas não se enquadra no conceito atual de beleza e suas exigências.

Então, vamos dizer que os procedimentos estéticos podem adequar uma parte do rosto ou do corpo ao padrão de beleza atual. Isso, às vezes, pode mudar a vida de uma pessoa que se sente pior ou limitada por sua aparência física.

Geralmente, sofrimentos por questões físicas, ou seja, relacionados ao corpo, são acompanhados de dores emocionais. Assim, o dilema do “faço ou não faço” pode envolver questões mais profundas do que apenas um sonho de um nariz arrebitado ou uma sobrancelha arqueada.

Os procedimentos estéticos nos abrem duas possibilidades: suavizar os sinais do envelhecimento e transformar ou a modificar alguma parte do corpo ou do rosto que nos incomoda.

A oferta destes procedimentos aumentou numa progressão geométrica nos últimos 30 anos. Uma verdadeira revolução da beleza. Trazendo diversas possibilidades de procedimentos, sejam eles cirúrgicos, ou não.

Isso veio acompanhado de uma mudança no conceito do envelhecimento saudável e da longevidade. Então, hoje podemos viver bem até os 80 anos. E com a realização de procedimentos e cuidados durante esse envelhecimento, podemos chegar aos 80 não só com saúde e disposição, mas com aparência jovial, respeitando os limites da idade.

Assim, começar cedo com cuidados, como protetor solar e cremes, exercícios físicos e boa alimentação, visando um envelhecimento saudável é o primeiro passo. Mas, a partir de que idade começar? Quando fazer e o que fazer?

A partir dos 25 anos, em média, dependendo do nosso biotipo, já começamos a apresentar marcas do tempo, como ruguinhas.

Nessa faixa etária, algumas pessoas também iniciam sua independência financeira, e se sentem com a liberdade para melhorar o que antes incomodava, como bolsas de gordura nas pálpebras ou nariz desproporcional ao rosto, por exemplo.

Assim, já com vinte e poucos anos começamos. Isso não é uma regra. Varia entre as pessoas, mas nos consultórios, recebemos mulheres e homens com demandas estéticas ou preocupação com o envelhecimento a partir dessa faixa etária.

Para isso, existem muitas possibilidades de baixo risco, como o Botox, que ajudam a diminuir os sinais do tempo, e que podem ser iniciados nesse período. Aliás, o ideal é que ele seja iniciado antes que as rugas marquem a pele, para que possa agir de forma preventiva.

Uma medida importante a ser tomada é a escolha do profissional que irá te ajudar com o seu sonho de beleza e juventude. Clínicas de estética, criadas por empresários da beleza, que contratam pessoas com pouco treinamento, podem oferecer condições de pagamento “ideais”, mas esse não deve ser o seu critério de escolha.

Da mesma forma como as possibilidades de tratamentos estéticos e rejuvenescedores aumentaram, também aumentaram o numero de profissionais a realizá-los. Os procedimentos estéticos são muito seguros, mas não são mágicos. Embora sejam procedimentos que visam um resultado, existem riscos e cuidados que precisam ser tomados. Por isso, a escolha do profissional é uma etapa crucial na realização do seu sonho.

Escolhido o profissional é importante vocês conversarem sobre as possibilidades, que são muitas. Assim vocês avaliam o que pode ser melhor para o seu caso, de acordo com a sua idade e com o que você deseja.

Qual ou quais seriam os procedimentos ideais? Isso é muito individual. O que deu supercerto para a sua melhor amiga, não será, necessariamente, igual para você. Afinal, os nossos organismos são diferentes.

Na faixa dos 30 a 40 anos, as pálpebras começam a incomodar. Elas apresentam a pele mais fina do nosso corpo e, por isso, é onde os sinais do envelhecimento, como a flacidez, irão aparecer primeiro.

O que fazer nesse caso? As opões também são muitas. Existem procedimentos não cirúrgicos que ajudam a melhorar a flacidez palpebral. As olheiras também pioram com o envelhecimento e podem ser suavizadas, com mais de uma opção de tratamento. Já para as bolsas de gordura, a melhora opção ainda é a cirurgia.

Quando fazemos um procedimento estético pela primeira vez, será necessário repeti-lo, mesmo com a cirurgia nas pálpebras? Essa pergunta é muito comum, e a resposta é: SIM.

Não paramos de envelhecer. Tratamentos para envelhecimento são contínuos, periódicos, recorrentes. Pois, o tempo não para.

As cirurgias duram mais que os procedimentos não cirúrgicos, mas também não são eternas.

As cirurgias palpebrais, por exemplo, que visam o tratamento de flacidez, normalmente precisam ser repetidas após 10 anos. Daí a importância dos cuidados, pois o resultado cirúrgico pode ser prolongado.

A partir dos 50 anos, os sinais do tempo ficam progressivamente mais evidentes e a percepção da necessidade de intervir neles, também aumenta. No entanto, o ideal é começar antes dessa faixa etária, para chegar aos 50, já mais atenuado. Mas se você não teve essa preocupação antes, e já esta nessa faixa etária, não se preocupe. Existem muitas opções para você também!

Por Dra Fernanda Santos
@drafernanda.santos

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Saúde e Cuidados
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