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Somente metade das brasileiras usam algum método anticoncepcional

pilula anticoncepcional

Foto: Pixabay

Adotada por 58% das entrevistadas, pílula é o anticoncepcional mais utilizado no país, seguido do preservativo

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, por encomenda da farmacêutica Organon, revela que a falta de conhecimento é o principal motivo para as brasileiras não planejarem sua vida reprodutiva. Segundo o levantamento, feito em todo o país, 52% das mulheres entrevistadas usam algum método contraceptivo, mas só 13% afirmam ter domínio pleno de planejamento reprodutivo. A pílula anticoncepcional oral é listada como o método mais usado por 58% do público participante que utiliza algum meio.

O preservativo (43%) é o meio mais comum entre as entrevistadas que usam mais de um tipo de contraceptivo e aparece na sequência, em segundo lugar. Em seguida vem o DIU de cobre (8%) e a injeção mensal (6%). A contracepção natural – tabelinha, coito interrompido e temperatura corporal – é o recurso de 6% das mulheres entrevistadas, e a laqueadura, de 4%.

De acordo com o trabalho, 51% das brasileiras dizem já ter ouvido falar em planejamento reprodutivo, mas consideram não saber o suficiente sobre o tema. Já 36% admitem não ter nenhum conhecimento do assunto.

“Muitas mulheres do Brasil escolheram a maternidade de forma autônoma e consciente. Viva elas! Outras não. Muitas e muitas brasileiras foram privadas de escolhas, muitas engravidaram ainda adolescentes, abandonaram a escola e se viram mães ainda meninas”, diz a dra. Ana Tereza Derraik Barbosa, ginecologista, obstetra e mestre em Saúde da Família.

Segundo a pesquisa Ipsos/Organon, 43% das mulheres entrevistadas desejam ter mais informações sobre cada método e suas diferenças. Além disso, 45% querem que os métodos sejam mais acessíveis e 50% gostariam que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecesse mais opções de contraceptivos. O levantamento foi feito no primeiro semestre deste ano, com 450 mulheres de todas as classes sociais e regiões do país.

A Organon é uma das companhias globais que promovem a saúde de meninas e mulheres ao redor do planeta. Desde sua fundação, em 1923, a empresa desenvolve pesquisas e medicamentos contraceptivos femininos e está globalmente comprometida em promover conscientização sobre planejamento reprodutivo e contracepção para contribuir para a redução de gestações não planejadas.

Por Rafaela Morandi
@rafaelamorandi


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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Saúde e Cuidados

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Michail Chatzidimitriou

Todo mundo quer ter filho neste pais! Não entendo isso.