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TDHA na Adolescência

Foto: Pexels

Adolescência por si só é marcada por muitas mudanças físicas, sociais e psicológicas que acabam gerando preocupações aos pais e responsáveis. Alguns desses comportamentos e transformações, porém, podem ser ainda mais potencializados se o jovem sofrer com TDHA.

Por mais que, na grande maioria dos casos, o transtorno seja diagnosticado na infância e, desde então tratado, acontece também do TDHA ser identificado nessa fase da vida.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é distúrbio do espectro. Seus sintomas podem variar de leves até muito severos e costumam fazer com que o jovem apresente dificuldades na aprendizagem e na concentração em tarefas do dia a dia, principalmente em um longo período de tempo.

Isso acaba fazendo com que o adolescente seja muito ingênuo, desmotivado, ansioso, inquieto, desorganizado e tenha dificuldade de memória, alterações de humor (irritabilidade, agressividade, raiva e impulsividade), além de baixa autoestima, já que a dificuldade na aprendizagem pode fazê-lo pensar ser pior ou menos inteligente do que os colegas.

Como a adolescência é considerada uma fase ‘difícil’, muitos pais e responsáveis acreditam que esse tipo de comportamento tenha mais a ver com a idade do que com o transtorno em si. Um grande erro!

Entre as principais causa do TDHA estão as alterações nas regiões pré-frontal e pré-motora do cérebro, responsáveis por regular o comportamento humano e o fator hereditário.

Os pacientes que possuem tal condição podem, muitas vezes, apresentar também outros tipos de problemas, como transtornos de ansiedade, personalidade e de bipolaridade, além de quadros de depressão e dependência ou abuso de substância psicoativas.

Caso pais, responsáveis e professores notem essas características no adolescente é imprescindível que procurem ajuda médica, pois através de um tratamento feito de acordo com as necessidades individuais e com uma equipe multidisciplinar, é possível diminuir os sintomas e fazer com que o jovem viva de forma mais tranquila.

Por Dra Jaqueline Bifano
@dra.jaquelinebifano

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Saúde e Cuidados
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