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A sobrecarga de trabalho e a vida das mulheres na pandemia

Foto: Arthur Hidden | Freepik

Estudos mostram que mulheres são as mais afetadas na pandemia

A pandemia tirou milhares de vidas, impactou a saúde, a mente, aspectos comportamentais e econômicos.

Estudos mostram que mulheres são as mais afetadas pela pandemia. De acordo com a Organização Sof Sempre Viva, 40% das mulheres afirmam que a pandemia e a situação de isolamento colocaram a sustentação da casa em risco.

Temos por natureza o perfil de mulher multitarefa que concilia cuidados com filhos, com a casa e vida profissional, mas a questão profissional está sendo prejudicada com a pandemia. Os filhos estão sem escolas e creches, isso é um fator que está diretamente ligado a participação de mulheres no mercado de trabalho, que é a menor desde 1990.

Na maioria dos casos por não ter onde deixar os filhos e na ausência de possibilidades flexíveis de trabalho, as mulheres acabam não tendo saída e são obrigadas a tomar a decisão de deixar o emprego para cuidar da família por falta de opção.

Muitas dessas mulheres terão dificuldade para voltar ao mercado de trabalho, pois a geração de novos empregos está mais lenta em relação à oferta da mão de obra neste período pandêmico.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego no país atingiu 13,5% em 2020, enquanto em 2019 foi de 11,9%. No último trimestre, as mulheres (16,4%) foram mais impactadas pelo desemprego, enquanto para os homens a taxa foi menor (11,9%).

Outro ponto complexo, que precisa de atenção e ser acompanhado, são às mulheres chefes de família, elas não têm marido e, nem ajuda para criar os filhos, aumentando as dificuldades para manter necessidades básicas, tais como: o pagamento de contas de água, luz, telefone, aluguel e internet. Internet essa, fundamento para o estudo dos filhos.


A mulher chefe de família, em uma nova rodada do auxílio emergência, vai receber quatro parcelas de R$ 375, mas esse valor não é suficiente para manter o básico que uma família precisa para o seu sustento. Para solucionar essa crise, elas buscam o trabalho informal para complementar a sua renda. Então, caso conheça alguma mulher empreendedora que está trabalhando de casa, por não poder sair, dê preferência para ela.

Por Carol Canabrava
@carolcanabrava

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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