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A vacina ganha passaporte!

vacina

Para se mover livremente o viajante terá que estar obrigatoriamente vacinado e apresentar o passaporte da vacina.

Temos feito diversos planos de viagem para realizarmos quando tudo estiver “normalizado” não é mesmo?

Afinal, após 1 ano vivenciando e tentando gerenciar todos os conflitos que a pandemia nos trouxe, nada mais justo do que quando ela estiver finalmente sob controle, nós possamos colocar em prática tudo que tem sido planejado.

Todavia é preciso que o viajante esteja atento às novas regras para viagens que irão surgir após o avanço da vacina em todo mundo.

A necessidade de teste PCR negativo e quarentena obrigatória já tem sido comum em alguns países. Nesse sentido já existem até mapas interativos com detalhes sobre restrições de viagens de cada destino.

Porém com finalidade de “padronizar” o acesso de um país ao outro a indústria do Turismo tem debatido, desde o segundo semestre do ano passado, a necessidade de criação de um Passaporte Vacinal.

Seria a solução para o nosso livre acesso e de forma menos burocrática a qualquer destino?

O conceito não é novidade, pois como todos sabemos, alguns países já exigem, por exemplo, a obrigação de vacinar contra certas doenças para entrar em seu território, como é o caso da febre amarela.

Nesse ínterim alguns países já se anteciparam como, por exemplo, Israel (com 40% da população já vacinada) e que, após dois meses de lockdown, flexibilizou suas restrições, mas muitas atividades são permitidas apenas para pessoas que tenham o chamado “green pass”. Só recebe o certificado digital quem já se vacinou, ou se recuperou da covid-19.

Imagem: Pixabay

A União Europeia também já se manifestou.

Em conferência realizada no final de fevereiro, os líderes do bloco aprovaram a criação do passaporte de imunidade. O projeto passará por revisão técnica e será apresentada uma versão final da proposta em até 3 meses.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia afirmou, em entrevista, que “a decisão sobre o que você pode fazer potencialmente com esse certificado de vacinação deve ser definida particularmente dentro de cada país”. Para ela, o documento deve ser usado “para garantir o funcionamento do mercado único”.

Ou seja, no sentido de conter as decisões isoladas de cada pais e, buscando um direcionamento comum, alguns governos estão se unindo para criar um documento mundial e assim substituir os atuais certificados de vacinação e certificados digitais.

Dessa forma para se mover livremente e voltar a ter uma “vida normal”, o viajante terá que estar obrigatoriamente vacinado.

Países como Grécia e Espanha, pressionam pela adoção desse “passaporte da vacina”, para que as pessoas voltem a viajar pelo bloco.

Porém outros países, como França e Alemanha, estão contra e acreditam que isso, na prática, tornaria a vacinação obrigatória e discriminaria os países que não podem ser imunizados. Nesse sentido os jovens também seriam prejudicados uma vez que são os últimos na ordem de vacinação.

Itália e Espanha, que têm no turismo grande fonte de renda, colocaram-se a favor da medida para reaquecer o setor, que foi altamente prejudicado na pandemia. França e Bélgica foram alguns dos países que se opuseram à proposta.

Nessa semana a China lançou um passaporte de imunidade, por meio de um programa de certificado de saúde, tornando-se o primeiro país do mundo a ter a iniciativa.

A argumentação da União Europeia do “passaporte de vacina” inspira o fundador da Interamerican Network, Ricardo Roman, a defender o uso também para o Mercosul para que as viagens sejam retomadas na América do Sul.

“Proponho que as entidades representativas do trade turístico no âmbito do Mercosul também sejam protagonistas de uma iniciativa semelhante para ser implementada, inicialmente, pelos países-membros do bloco: Argentina, Brasil, Paraguai e o Uruguai”, diz.

“A abertura das fronteiras dento do bloco leva em consideração o fato dos quatro países vizinhos serem mercados turísticos emissivos e receptivos relevantes entre si”, argumenta.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) é contra e emitiu uma nota de posicionamento “A introdução de uma exigência de vacinação tem o potencial de impedir o acesso global equitativo a um fornecimento limitado de vacina e, provavelmente, não maximizaria os benefícios da vacinação para sociedades individuais e saúde global em geral”.“Embora benefícios individuais, econômicos e sociais possam ser potencialmente promovidos por meio de tal política, esses benefícios também devem ser comparados ao risco para a saúde pública com base no conhecimento científico atual, incluindo incógnitas críticas sobre os riscos mitigados pela vacinação”, afirma a organização.

Imagem Pixabay

Sem dúvida é um tema que vem sido debatido e ganhado cada vez mais proporção. É provável ainda que se amplie e nos traga novas discussões e pontos de vista.

Com toda certeza o que é imutável é a nossa vontade de voltar a viajar e transformar nossas experiências em cada destino escolhido.

Mas para isso precisamos de saúde, empatia e segurança.

E você? É a favor do passaporte vacinal?

Colunista: Lu Ferreira
@insightconsultoriaviagens

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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