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Beleza digital: paranoia ou bem-estar?

Beleza

A percepção da beleza é a mesma há séculos. Embora o conceito sofra influências culturais e étnicas, o que é belo prende a atenção das pessoas. É difícil de tirar os olhos.

Estudiosos de neurociência já confirmaram que, olhar para algo ou alguém notoriamente belo, pode proporcionar sensação de bem-estar e admiração. Dessa forma, a beleza é tida como um tesouro, uma arma a favor das pessoas para a aceitação da vida em sociedade.

Afinal, quem não deseja o que é belo? Quem não deseja ser belo, no intuito de ser desejado e aceito pelo outro?

Beleza digital

Em plena era digital, a beleza se tornou mensurável e reprodutível. São ângulos, proporções, projeções, medidas feitas com precisão matemática. A análise facial é cada vez mais exata. Paralelo a isso, a evolução das possibilidades de tratamento é espantosa.

Mas, “tratamento” como termo usado na abordagem do rejuvenescimento ou da famosa harmonização facial, faz parecer que, uma assimetria, uma quantidade menor de volume ou ainda uma flacidez, sejam consideradas como doença?

Não estar dentro de um padrão de beleza, matematicamente perfeito, é algo ruim, como uma incapacidade física?

Claro que os “tratamentos” estéticos são importantes, especialmente quando ajudam alguém a se sentir bem consigo mesmo. Ainda mais nos dias de hoje, em que a imagem é tão importante e os “tratamentos” alcançam resultados excelentes. No entanto, o conceito de beleza sedutora, com medidas exuberantes, tem predominado.

Mas não existe apenas uma forma de beleza. A beleza doce, angelical, de traços delicados também é muito importante. A beleza étnica, com suas características tão peculiares, tem lugar especial.

Mas e se todos desejarem a aparência atraente, de forma sensual, e essa for a forma eleita e padronizada como a Beleza propriamente dita?

Nesse caso, o que temos visto aos poucos, viria à tona: todos querendo o mesmo formato de boca, nariz e olhos, o mesmo padrão de ângulo na mandíbula, dentre outros padrões que têm sido adotados pela sociedade. Dessa forma, as nossas diferenças começariam a ficar perdidas.

Os “tratamentos” estéticos, não são baratos. E, por isso, acabam se tornando o sonho e o pesadelo de pessoas que acham que seriam mais felizes se alguma parte do seu corpo fosse melhor remodelada. Mas e quem não tem o caixa necessário para o investimento? Essa situação pode gerar frustração e angústia nas pessoas por não poderem mudar a própria aparência.

Mas a beleza é tão importante assim?

Beleza Digital _ Estética

É a beleza tão importante, com ou sem uma alma feliz por dentro do corpo?

Se a felicidade ou bem-estar passam pela geometria da face, com ângulos e medidas perfeitos é louvável desejar mudar o semblante e muito mais.

Mas se o que a alma pede é afeto, carinhos e beijos, não é um lábio carnudo de preenchimento que vai suprir essa falta ou atrair a pessoa certa para tão excelente feito. Se a alma pede uma companhia, entregar isso a ela depende mais de considerá-la importante e amável do que de uma transformação geométrica facial ou corporal.

Auto aceitação tem a ver com compreender a própria importância. Entender o próprio sentido de ser, o seu valor humano. A auto aceitação não é o flagelo emocional de ser obrigado a tolerar ser como você é quando você não se gosta. Ao contrário, é descobrir o tesouro que é ser você!

Se alguma coisa em você te aflige e é possível mudar, faça isso. Precisamos nos sentir bem com a nossa própria imagem. Só não podemos esquecer que melhorar o exterior, não resolve os desejos da alma. Precisamos cuidar também da nossa mente e da nossa essência.

O coração alegre é quem deixa o rosto formoso!

O brilho do olhar vem da alma!

Dra. Fernanda Santos
@drafernanda.santos

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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