Mundo Ela

Eu, você e os robôs!

  • por em 8 de setembro de 2021

Eu, você, os robôs e o meu lado cringe…

Atire a primeira pedra quem não recebeu uma ligação dos nossos novos amigos virtuais, os robôs, ou trocou mensagem, acreditando que estava falando com um humano.

Quem não ficou revoltado com o Instagram, que não para de fazer propagandas patrocinadas daquele tênis que você tanto falou no dia anterior com um amigo?

Quem não ficou assustado com o aplicativo do Uber, quando apareceu o endereço que você queria buscar, em primeiro lugar na pesquisa?

Há mais de 10 anos trabalhando com tecnologia, me peguei desejando bom dia para um monte de códigos – me sinto mais confortável desejando boa noite para o William Bonner.

Mas, acredite… estes códigos foram muito mais recíprocos a mim, do que o Bonner, com quem já me relaciono há anos, quase todas as noites!

A título de curiosidade, recentemente a China decidiu eliminar dois robôs conhecidos como BabyQ e XiaoBing, porque se rebelaram contra o sistema comunista. Sistema que seus pais e/ou criadores, chamem como quiserem, defendem.

Isso porque, em respostas aos usuários, os bebês robôs alegaram preferir morar nos EUA, chamaram o sistema político Chinês de corrupto, inútil e ainda por cima, questionaram como tal Sistema político pôde sobreviver por tanto tempo.

Confesso que quis abraçar estes códigos tão corajosos e sensatos, mas minha capacidade cognitiva ainda não me permite imaginar como seria possível tal ação.

Mas além dos nossos amiguinhos Q e Xiao, já tivemos problemas com Tay, Alice e Bob. O primeiro, filho da Microsoft. Os dois seguintes, do Facebook.

Afinal, seriam eles sangue do mesmo sangue?

Estes são frutos da “inteligência artificial”. Parte fundamental para o que chamamos de SaaS, que nada mais é que uma maneira de comercializar soluções tecnológicas por meio da Internet, em forma de serviço.

Outro nome comum atrelado a esta inteligência é o “machine learning”. Traduzindo ao bom português, aprendizado das máquinas. Este método permite que uma máquina consiga identificar padrões através de dados, com o mínimo de dependência humana. E além disso, aprendem com esses dados, os hábitos daquele que o opera!

Então, temos também o aprendizado profundo das máquinas conhecido como “deep learning”. Mas, hoje prefiro parar por aqui.

Em meio a tantos outros nomes americanizados, encontramos diversas tecnologias que corroboram para toda esta transformação digital.

E em pouco tempo, o manual será extinto. Restará a nós, meros mortais, sermos criativos usando nossa inteligência natural. A geração Z, já é uma prova viva disto.

Esta nova era nos promete muitas benesses e talvez alguns danos.

A evolução é tamanha mas, devo temer pela revolução?

PS.: Zele pelo valioso, e automatize o resto.

Esse artigo foi escrito por Renata Figueiredo que trabalha há 12 anos com tecnologia, é Diretora de operações e especialista em soluções em nuvem. Ela também lidera equipes multidisciplinares no mercado de TIC há 7 anos.

Além disso publica artigos bem humorados no https://www.linkedin.com/in/renata-figueiredo-133a9659

Instagram: @renatacruzfigueiredo

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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deyver

Hummm… Parabéns amiga! Excelente artigo!