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Explicando os vinhos de corte

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Explicando os vinhos de corte – Os termos varietal e de corte são muito utilizados no universo do vinho, mas nem todo mundo sabe o que eles significam. Então, vamos lá.

A maioria dos vinhos produzidos são identificados pela variedade de uva utilizada na elaboração. Alguns exemplos conhecidos são os Cabernet Sauvignon, Syrah e Pinot Noir. Esses são os chamados vinhos varietais.

No entanto, os vinhos produzidos a partir de dois ou mais tipos de uva também são muito comuns e apreciados. Talvez você já tenha ouvido as expressões vinho de corte, blend e assemblage. Independente de ser em português, inglês ou francês, todos esses termos significam a mesma coisa e indicam que o vinho em questão é resultado da combinação de duas ou mais variedades de uva.

Esta técnica é utilizada para somar os pontos fortes de diferentes vinhos, combinando-os para chegar a um resultado equilibrado e mais complexo. As características geográficas e físicas da região de cultivo, os vários tipos de uvas e as diferentes técnicas de produção proporcionam inúmeras possibilidades de corte, que resultam em rótulos únicos.

Para encontrar o resultado perfeito, os diferentes tipos de uva podem ser separados ou podem passar juntos pelo processo de fermentação. O que determina a qualidade de um vinho de corte é o equilíbrio entre as castas e a habilidade do enólogo que conduz o processo.

É possível que um vinho resultante da mistura de uvas ainda seja considerado varietal. Isso acontece, porque há um limite máximo para o corte, de acordo com regras que mudam conforme a região onde o vinho é produzido. Enquanto no Brasil é exigida a presença de pelo menos 75% de uma mesma uva, nos Estados Unidos a quantidade mínima é 90%.

Um bom vinho varietal deve apresentar o melhor de cada casta. Se o enólogo está satisfeito com o aroma, mas não com a coloração do vinho, por exemplo, ele pode misturar uma outra variedade de uva que possua cor mais intensa.

Há quem defenda que os vinhos de corte são o resultado perfeito da mistura de uvas, representando a melhor versão da bebida. No entanto, é importante reforçar que não existe uma regra absoluta para isso e que a satisfação pessoal depende muito mais do gosto de cada um do que de fatores externos.

Então, nada de falsos dilemas. Não sofra na hora de escolher entre um varietal e um vinho de corte. O melhor a fazer é degustar uma grande variedade rótulos e descobrir qual das classificações é mais interessante ao seu paladar.

Por Laura Baraldi
@laurabaraldi_

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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