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Madre Teresa de Calcutá: conheça sua história

Madre Teresa

Para celebrar a última semana do Mês da Mulher, hoje a nossa homenageada é uma mulher incrível: Madre Teresa

Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 26 de agosto de 1910, mas com suas escolhas tornou-se Madre Teresa de Calcutá.

Em 1931 ela fez votos de pobreza, castidade e obediência recebendo o nome de Teresa.

Da Irlanda ela foi para a Índia, realizando um de seus maiores sonhos. Ela foi enviada para Darjeeling, onde as Irmãs de Loreto possuíam um colégio e um tempo depois seguiu para “Calcutá”, onde foi professora.

Foi em uma viagem de trem, em 1946, que Teresa ouviu um chamado e resolveu abandonar o noviciado para se dedicar aos necessitados.

A índia era extremamente pobre, ainda estava sob dominação inglesa, embora já lutasse por sua autonomia. O mundo se reerguia da Segunda Guerra Mundial.

O contexto em que Teresa ouviu a voz de Deus para se dedicar aos pobres, era num período de milhares de pessoas em estado de miséria ou extrema pobreza.

Sem perspectivas de receber milhões em doações ou de virar uma Popstar do Bem. Ela ouviu o chamado e viu o trabalho a ser feito. Ela obedeceu ao Senhor.

Em 1948, fez um breve curso de enfermagem. No ano seguinte, as vocações começaram a surgir e várias voluntárias foram se unindo ao trabalho missionário. Com o tempo ficaram conhecidas como “Missionárias da Caridade”.

Em 1950 a Congregação de Madre Teresa foi aprovada pela Santa Sé e, dois anos depois, foi aberto o lar infantil Sishi Bavan (Casa da Esperança) e o Lar para Moribundos, que dava apoio aos pobres, doentes e famintos. Era o começo de um trabalho que atravessaria as fronteiras da Índia.

O exemplo tornou-se maior do que qualquer palavra. Pessoas de todo o mundo que viam a dedicação daquela mulher pequenininha em servir a Deus, se solidarizavam, com Teresa e com suas crianças e idosos.

Pessoas se achegavam a ela para ajuda-la, e assim ajudavam a quem ela ajudava, numa corrente do bem.

Os anos de dedicação e trabalho de Madre Teresa foram reconhecidos em diversos lugares do mundo.

Em 1979, ela ganhou o Prêmio Nobel da Paz, além de ser nomeada “embaixadora” do Papa em todas as nações. Muitas universidades lhe conferiram o título “”Honoris Causa”.

Em 1980, recebeu a ordem “Distinguished Public Service Award” nos EUA. E muitas outras honrarias e premiações pelo mundo.

Com destaque especial para o seu discurso de 1994, diante do Congresso americano, durante uma cerimonia para homenageá-la.

Em defesa das crianças e das mulheres, vítimas do aborto. Numa profunda compreensão do valor da vida, Teresa disse:

“Vou-vos contar uma coisa bonita. Nós lutamos contra o aborto com a adoção, cuidando da mãe e adotando a criança. Salvamos milhares de vidas. Comunicamos às clínicas, hospitais e às estações de polícia: ‘Por favor, não destruam as crianças; nós nos encarregamos delas.” De tal modo assim é que há sempre alguém que diz às mães com problemas: “Vem, nós cuidaremos de ti, vamos conseguir um lugar para o teu filho.” E temos uma grande lista de casais que não podem ter filhos que os podem acolher. Disse Jesus: “Aquele que receber esta criança em Meu nome, é a Mim que recebe.” Ao adotar uma criança, estes casais recebem Jesus. O casal que aborta uma criança recusa Jesus. Por favor, não assassinem as crianças. Eu quero as crianças. Por favor, entreguem-me as crianças. Eu estou disposta a aceitar qualquer criança que tenham querido abortar e, se o entregarem, vou levá-la para um casal, para uma família que a amará e que será amada por esta criança.”

A mulher pequenininha e de coração gigante resgatou da fome, do desprezo, da solidão e da morte milhares de pessoas. Serviu a Deus em tempo integral, viu Jesus em todos os que ajudou. Esse é o seu legado.

“Qual é o meu pensamento? Eu vejo Jesus em cada ser humano. Eu digo para mim mesma: este é Jesus com fome, eu tenho que alimentá-lo. Este é Jesus doente. Este tem lepra ou gangrena; eu tenho que lavá-lo e cuidar dele. Eu sirvo porque eu amo Jesus.”

Madre Teresa.

Dra Fernanda Santos
@drafernanda.santos

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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