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Março Amarelo: mês da conscientização da endometriose

  • por em 27 de março de 2021
Endometriose

Doença atinge aproximadamente 7 milhões de mulheres brasileiras, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Endometriose.

O mês de março está acabando, mas a conscientização e o alerta em relação a endometriose é diário. Neste mês, o Março Amarelo se dedica a conscientizar sobre a doença que atinge aproximadamente 7 milhões de mulheres brasileiras, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Endometriose.

Os sintomas muitas vezes podem passar despercebidos, como a cólica. No entanto, é preciso que haja atenção e consulta com ginecologista para investigar se há a doença.

De acordo com o ginecologista do Hospital da Mulher Anchieta, Dr. José Moura, de 25% a 50% das mulheres inférteis apresentam endometriose, ou seja, a doença pode provocar a infertilidade. Ainda, de acordo com o especialista, a infertilidade é comum entre 30% a 50% das pacientes com a enfermidade.

Como é a endometriose

A endometriose é uma doença benigna e crônica, e ocorre pela presença do tecido endometrial fora do útero. Para tratar a doença, muitas mulheres optam pelo tratamento cirúrgico para melhora da infertilidade, já que a endometriose pode impedir que a mulher possa ter filhos.

Ela atinge principalmente mulheres em período reprodutivo, e há diversos fatores que podem provocar a doença, como a menstruação precoce, a idade, histórico familiar, alimentação e sedentarismo.

Quais são os sintomas?

A menstruação irregular e a dor pélvica são alguns dos sintomas que podem indicar endometriose. Muitas mulheres sentem cólicas fortes e são diagnosticadas com a doença.

Além disso, sangramento nas fezes, dor durante as relações sexuais, alterações intertinais e dores em região do ânus no período mentrual podem indicar a doença.

Caso sentir qualquer um dos sintomas, é recomendado que se procure um ginecologista.

Diagnóstico

Se o diagnóstico e o tratamento não forem feitos precocemente, a endometriose pode provocar câncer de ovário.

Em muitos casos, o diagnóstico só é possível por meio do exame videolaparoscopia, na qual se observa e classifica se a endometriose é leve, grave ou moderada.

Além disso, exames de imagem como ecografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve são capazes de diagnosticar se há a doença.

Por isso, é importante ir ao ginecologista regularmente.

Tratamento

É comum que o tratamento seja feito à base de anticoncepcional, a adoção de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, e alimentação saudável. Também pode ser tratado com DIU hormonal ou implante hormonal.

Analgésicos, fisioterapia de assoalho pélvico e acupuntura também são outras formas de tratamento para a endometriose.

Em casos mais graves, quando não se resolve nem com o tratamento, é recomendada a cirurgia.

Por Lara Hinkel

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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