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Mulheres com deficiência ganham menos do que os homens

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  • por em 10 de abril de 2021
Mulher com deficiência

A realidade da mulher com deficiência para arranjar emprego é ainda pior do que o homem na mesma condição

Dentre os enfrentamentos vividos pela mulher com deficiência, o mercado de trabalho é um deles. De acordo com o último Censo do IBGE, do ano de 2010, as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações, em média 20,5% a menos. Até mesmo quando ocupa a mesma função.

E quem possui alguma deficiência ganha 11,4% a menos. Sendo assim, a mulher com deficiência ganha menos que o homem na mesma condição.

A realidade da mulher com deficiência para arranjar emprego é ainda pior do que a do homem, isso porque, elas têm mais dificuldades de inserção no mercado.

Mulheres sem deficiência no mercado de trabalho têm uma participação menor do que os homens. Enquanto eles lideram com 81,8%, elas registram 61,1%, na idade entre 16 e 64 anos.

E para quem possui deficiência, os homens registram 56,4%, enquanto elas, 43,1%, ou seja, o sexo feminino ainda possui mais dificuldades e enfrentamentos no mercado de trabalho.

A desigualdade em números

A Relação Anual de Informações Sociais – RAIS de 2017 constatou que em empregos formais, as pessoas que possuem alguma deficiência estão presentes

em apenas 0,96%, sendo que os homens em 0,61% e mulheres em 0,35%, ou seja, um número baixo.

No Mercado de Trabalho, encontram-se apenas 0,62% mulheres (com relação entre o número de mulheres com deficiência no Censo do IBGE de 2010 e as que se encontravam em empregos formais na RAIS 2017).

Ainda segundo o IBGE, mulheres com deficiência severa ou intelectual são as que estão menos presentes na população economicamente ativa, com 34,8% e 20,8%, respectivamente. A deficiência severa se qualifica em quem possui grande dificuldade ou não consegue ouvir, comunicar-se, caminhar ou subir escadas.

A taxa de analfabetismo também é mais elevada entre os portadores de deficiência. Na população de 15 anos ou mais com deficiência, 61,1% não tinham instrução ou possuíam apenas o fundamental incompleto.

Lei de Cotas

Há a Lei de Cotas para Deficientes e Pessoas com Deficiência (Lei nº 8.213), de 24 de julho de 1991, que determina à empresa contratar pessoas com deficiência, de 2% a 5% do número total de funcionários. Entretanto ainda há poucas pessoas com deficiências ocupando cargos, como mostram os dados. O preconceito é um dos principais fatores, além do investimento com a estrutura.

Por Lara Hinkel

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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