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Olimpíada convida atleta que perdeu classificação para mulher trans

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2017 Australian International and Open at Victorian Weightlifting Stadium, Hawthorn, Melbourne. Laurel Hubbard of New Zealand.

tags: Olimpíada / trans

A princípio o Comitê de Levantamento de Peso das Olimpíadas de Tóquio resolveu convidar a atleta de Tonga, Nini Manumua para a disputa dos Jogos Olímpicos.

Ela disputou a classificatória para a vaga feminina de 87 quilos da Oceania, mas perdeu para Neozelandesa Laurel Hubbard, primeira mulher trans a se classificar para uma disputa feminina na história dos jogos olímpicos. Nini ainda terminou em décimo quarto lugar na classificação geral da categoria, contudo se terminasse em décimo terceiro ela se classificaria automaticamente.

Entretanto os organizadores da Olimpíada ofereceram a Manumua uma vaga destinada a países com pouca tradição esportiva. Mas, geralmente estas vagas destinam-se a atletas com classificação distante no quadro geral.

A Halterofilista Hubbard e o COI vinham recebendo várias críticas por permitirem a presença de uma mulher trans na disputa feminina. Portanto, acredita-se que o comitê ofereceu a vaga para a atleta de Tonga a fim de diminuir estas ações de alas conservadoras do esporte e mídia.

Sendo assim, a Halterofilista Laurel Hubbard, de 43 anos, da Nova Zelândia, será a primeira atleta transgênero a competir nas Olimpíadas.

“Estou grata e humilde pela gentileza e apoio dado por tantos neozelandeses”, comunicou Hubbard

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Jota

É uma decisão bem complexa. De um lado a atleta que socialmente (talvez até psicologicamente) é mulher. Entretanto, biologicamente, ainda carrega a força do gênero masculino. Se não a aceitam, estão violando seus direitos, por, legalmente, ser considerada mulher. Se a aceitam, estão prejudicando as demais pela diferença de força.
Melhor estar aqui fora e não ter que decidir…

yohanna

eu tenho lugar de fala por ser mulher trans e assim, eu acredito e inclusive concordo com o método usado pelas confederações de esporte pra inclusão de pessoas trans no esporte, que é basicamente um ano ou mais de terapia hormonal pra essa pessoa, o que deixa as coisas mais aceitáveis, considerando que em um tempo de 1 ano é suficiente para os músculos e ossos do corpo se desenvolverem e mudarem, o que faz ficar mais justo pra as pessoas trans e as cisgêneros. Tomara que tenha rolado isso