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Para as mulheres que me inspiram

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Crédito: Pixabay

Sempre trabalhei em ambientes mistos e aprendi que mulheres não são amigas e competem entre si. No ambiente profissional com homens e mulheres, tudo pode fluir normalmente, mas atire a primeira pedra a mulher que nunca foi assediada. Seja através de um olhar maldoso, de uma indireta ou uma aproximação mais ousada. Fatos assim não nos envaidecem, rapazes. Nos envergonham, tiram de nós o direito de exercer nossa função sem a certeza de que o reconhecimento pelo nosso trabalho se dá pelo que produzimos ou se o que agrada é a nossa simpatia aliada as curvas dos nossos corpos. Sem falar no medo que algumas vivenciam de investidas mais pesadas.

A primeira vez em que trabalhei em um ambiente exclusivamente feminino, não passei por nenhum tipo de assédio de cunho sexual, mas não vivi boas experiências. A competição feminina parecia enraizada naquelas colegas, o que me rendeu três longos meses de um trabalho infeliz, desgastante e pouco produtivo. Ali, reafirmei para mim mesma que as mulheres se suportam por conveniência.

Em 2016, tive a oportunidade de trabalhar com uma gestora forte, competitiva, que acordava todos os dias em busca de resultados e tinha a palavra “trabalho” em seu sobrenome. Liderando uma equipe com mais homens que mulheres, ela não abaixava a guarda e sabia equilibrar os sentimentos. Uma mulher realmente admirável, doce, ouvinte, paciente. Rígida, justa e acima de tudo, profissional. Cada qualidade aplicada no momento certo. Referência quando se falava em gerente de vendas. Renata.

Em 2020, através de um grupo de mulheres, eu me deparei mais uma vez com a oportunidade de estar entre elas novamente. Comecei a trabalhar em uma empresa gerida por duas mulheres e tenho aprendido que, acima de tudo, seja lá o que formos fazer, precisamos ter propósito. Mudar a nossa forma de pensar é ter a chance de quebrar paradigmas, é poder se conectar com mulheres que querem o mesmo que nós e perceber que nem todas buscam competir, colocar sua vaidade acima de tudo e de todos. O que nós queremos é simples. Não precisa complicar. Quando encontramos ambientes de trabalho que condizem com a nossa conduta, tudo flui com mais leveza, ansiamos pelo dia seguinte de labuta, mesmo que estejamos passando por períodos mais corridos e cansativos. Quando a gente se conecta com aquilo que nos faz bem, novos horizontes se abrem. Kátia e Sabrina.

Ana, Luciana, Carla, Maria, Helena, Roberta, Cássia, Érica. Seja ela quem for; eu aposto que tem muita mulher disposta a estender a mão para você, assim como estenderam para mim. Esteja aberta para encontrá-las ou estenda a mão para outra mulher.

Colunista Ana Vitória Lopes
@ana_vitoria84

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