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Vinhos: uma experiência completa e prazerosa

Foto: Pixabay

Os vinhos podem ser consumidos o ano todo, independente da estação e temperatura, pois a imensa variedade existente se adapta bem a qualquer situação. Mas é no clima mais ameno ou friozinho, exatamente como estamos agora, que o vinho se torna mais atraente. Ele é capaz de tornar um encontro romântico ainda mais aconchegante, animar a conversa entre amigos e ainda harmonizar perfeitamente com o prato escolhido.

A seleção do vinho deve ser baseada no prazer da experiência. A sensação que o vinho irá lhe proporcionar importa mais que o tipo, país, origem, embalagem ou preço. A escolha dos rótulos deve considerar, em primeiro lugar, a comida que irá acompanhá-lo, seja ela apenas uma entrada, um almoço robusto ou um jantar intimista.

Para minimizar a chance de erros, devemos lembrar que a harmonização ideal depende da combinação entre o prato e o vinho. O melhor e mais certeiro critério que deve ser utilizado ao tomar essa decisão é a intensidade de sabores de ambos. Quanto mais intenso o prato, mais intenso deve ser o vinho. Da mesma forma, quanto mais sutil a comida, mais leve deve ser o vinho.

De uma forma geral, podemos dizer que frios, peixes e carnes leves combinam melhor com vinhos brancos, rosés, tintos jovens e espumantes brut. Enquanto massas, carnes vermelhas e queijos com sabores mais marcantes caem melhor com tintos mais estruturados. Saladas temperadas com vinagre não combinam com vinho, assim como sobremesas à base de chocolate são difíceis de harmonizar.

Além disso, também é importante lembrar que por melhor que seja o vinho escolhido, servi-lo na temperatura errada interfere na apreciação dos aromas e sabores. Uma das crenças mais difundidas é que o vinho deve ser degustado à temperatura ambiente. Porém, essa prática se refere a locais onde predominam temperatura mais amenas, em torno de 15 e 16°C, o que não condiz com a realidade média do nosso país na maior parte do ano. Por isso, para se ter uma experiência completa e prazerosa, é importante manter a bebida resfriada, seja em uma adega climatizada ou em um balde de gelo. Mas tenha cuidado, porque se o vinho estiver muito gelado, a tendência é que o sabor se apague. Por outro lado, se a bebida for servida acima da temperatura ideal, a percepção do álcool será predominante e isso irá prejudicar a sua experiência.

Temperatura para espumantes: Os espumantes devem ser sempre os servidos mais frios. A temperatura ideal é entre 4 e 6 graus.

Temperatura para vinhos brancos:
– Brancos leves e adocicados: 6 a 8 graus.
– Brancos secos: 8 a 12 graus.

Temperatura para vinhos rosés secos: Os rosés ficam situados entre os vinhos brancos e tintos. A temperatura ideal é entre 12 a 14 graus.

Temperatura para vinhos tintos:
– Tintos jovens: entre 14 e 16 graus
– Tintos encorpados e/ou envelhecidos: entre 16 e 18 graus.

O universo dos vinhos é gigante (felizmente!) e as muitas opções podem fazer parecer dificílima a tarefa de escolher o rótulo mais adequado para aquela ocasião especial. A verdade é que existem sim técnicas e métodos que amplificam a experiência como um todo, desde o momento da escolha do rótulo até a degustação, mas no final das contas o princípio e o fim do vinho são o mesmo: agradar os cinco sentidos e alegrar o coração.

Por Laura Baraldi
@laurabaraldi_

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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